Depoimentos

Depoimentos de Mães Acolhidas

Depoimentos de algumas mães atendidas pelo Programa SIM À VIDA do LAR PRESERVAÇÃO DA VIDA, as quais amorosamente se colocaram à disposição para relatar o momento difícil em que vivenciaram a gravidez não planejada, e até indesejada, ao ponto de buscarem o aborto como alternativa para a solução daquilo que elas consideravam  “problema”. Graças a Deus chegaram até nós, o aborto foi evitado e hoje elas relatam a doce felicidade de contemplar a vida de seus filhos, ainda no ventre, ou já em seus braços (para os que já nasceram), após a desistência do aborto.

 

“Lembra-te sempre: cada dia nasce de novo amanhecer. ” Chico Chavier

 

Venho contar para vocês uma historia que poderia ser considerada como triste ou até mesmo infeliz, mas tem coisas que acontecem em nossas vidas que veem para nos deixar mais fortes. É difícil contar essa história para as pessoas, já que não fico contente em lembrar do que tentei fazer contra mim e principalmente ao meu filho, muitos não sabem a verdade do que aconteceu porém tenho orgulho de dizer que com ajuda de anjos tudo deu certo.

Tudo começo quando por um deslize eu acabei engravidando, com apenas 21 anos e no último ano de faculdade eu entrei em pânico, principalmente porque já não estava namorando mais o rapaz. Meu primeiro pensamento foi que minha vida estava acabada e o segundo foi em abortar, meus medos me cegaram a ponto de pensar em tirar uma vida que nem havia vindo ao mundo. E para que eu conseguisse fazer isso pesquisei na internet meios naturais de fazer um aborto espontâneo e achei que tomando chás muito fortes eu conseguiria. Contei para minha irmã que ficou muito assustada e mesmo não concordando com minha decisão ela resolveu me ajudar, me acobertando e ajudando a preparar os chás.

Depois de uns dias colocando bolsas de água quente em meu ventre e tomando os chás escondida, veio o sangramento e com ele meu alivio. Passei cinco dias achando que havia realizado o aborto natural e ali parei de me preocupar achando que tudo iria voltar ao normal. Um mês depois minha menstruação não desceu e comecei a pensar que talvez eu ainda estivesse grávida, mas então veio mais um pouco de sangramento e achei que meu corpo estava voltando ao rítmo normal. Eu continuava fazendo academia e seguindo a vida porém, um dia, enquanto estava na faculdade eu comecei a sentir uma forte dor em meu útero e antes da aula terminar fui para o UPA achando que havia realizado um aborto malsucedido e teria que fazer uma raspagem.

Quando o médico me informou que eu estava grávida, um novo buraco se abriu em meus pés. Eu falava que ele era louco e infelizmente a atitude dele foi de me maltratar,  jogando em minha cara que eu já tinha idade para saber o que eu estava fazendo. Eu saí de lá sem saber o que fazer, passei por duas psicólogas do hospital que me acalmaram e quando cheguei em casa eu não tinha reação, não consegui pensar em nada. Foi nesse momento que descobri que anjos da guarda existem e eles aparecem em pessoas que estão no seu dia a dia. Uma amiga muito próxima descobriu pela minha outra amiga (a única que sabia) que eu estava em pânico, foi ai que ela me ajudou da maneira mais honrosa a conseguir ver minha vida junto com um filho. Ela conhecia um lar que ajudava mulheres que tentavam abortar e faziam um trabalho lindo com essas mulheres ajudando elas a perceberem que aquilo não era o fim do mundo.

Sem me falar nada ela me levou nesse local e ali minha consciência caiu, pessoas com um coração grande conversaram comigo e me acolheram, junto com eles eu pude então fazer minha primeira consulta pré-natal e ultrassom, mas ainda tinha o fato de contar a todos sobre essa surpresa, meus pais, amigos e principalmente para o pai do bebê que eu não tinha a mínima ideia de como seria sua reação. Quatro dias antes do dia das mães, aconteceu a revelação e as reações dos meus pais foram as mais surpreendentes, onde meu pai me abraçou e minha mãe seguiu por três dias chorando sem me olhar ou relar em mim. Mas como o tempo é o melhor remédio para curar a tristeza, logo todos estavam sabendo e todos felizes, e assim junto com minha família pude seguir a gravidez e após dois anos não vejo mais minha vida sem ele.

Sei que minha história é simples perto de histórias tão fortes que conheci, mas eu espero que todas as mulheres que acham que não existe saída e que a vida acabou, posso falar que tudo sempre tem um caminho e mesmo que não seja o caminho que escolheu será um caminho maravilhoso e com um pequeno desvio que te levara a um destino incrível.

Tenho 27 anos, segundo grau incompleto. Sou amasiada, tenho quatro filhos, estou na quinta gestação. Fiquei sabendo da Instituição pelo CRAS de Cianorte, contei à minha família como também ao meu companheiro, que aceitou bem a vinda de mais um bebê.

Quando me vi grávida novamente, fiquei desesperada, tentei aborto usando medicamento que além de matar o bebê, provocasse o meu suicídio. Estava bem desgostosa da vida. Estava usando drogas e não conseguia parar. Como fui acolhida na gestação anterior grávida de gêmeas, fiquei constrangida de pedir auxílio novamente. Fiquei tão perturbada que tentei suicídio. Estava internada no hospital e a tia Helena ficou sabendo que eu estava lá e pediu para me dizer que era para eu vir aqui. Fiquei muito feliz, pois novamente desisti do aborto e estou aqui no sétimo mês de gestação muito grata pela ajuda.

O acolhimento no Lar Preservação da Vida foi decisivo, deu todo apoio que eu precisava sendo que minha família virou as costas.

Depois que tudo passou ver minhas filhas gêmeas lindas do meu lado é uma bênção, sabendo que eu poderia ter tirado, mas graças a Deus vê-las foi um grande presente que a vida me deu. E hoje nessa gestação procuro curtir o máximo para logo mais estar com minha filhinha nos braços.

O Lar Preservação da Vida tem uma importância muito grande em minha vida. Por duas vezes fui acolhida. Aprendi que a vida é importante demais para a gente tirar.  Nós não temos esse direito. Por isso essa instituição representa minha família. Pois foi aqui recebi o amor que eu precisava e a coragem para seguir em frente levando a gestação adiante. Mesmo com quatro filhos e já com o quinto em andamento, estou bem e confiante que foi a melhor opção. O apoio foi fundamental. É a minha vida e a vida dos meus filhos que o foram preservados.

Tenho 19 anos e ensino médio completo. Havia começado a cursar direito na universidade UNINOVE, mas tranquei logo em seguida devido a partida de São Paulo para o Piauí. Sou solteira. Tive contato com a Instituição através da internet. Na verdade, eu enviei e-mail buscando outra coisa, pensei que era clínica ou pessoas que realizassem procedimentos abortivos, mas não, encontrei uma ONG na qual mudou completamente o percurso de duas vidas.

Essa é a minha primeira gestação. Logo que descobri, não contei a ninguém, mas hoje minha família já sabe. Quando encontrei a ONG só duas"amigas" sabiam. Agora com quase 6 meses que contei aos familiares. O grupo de pessoas quais eu convivia também não sabem. Estou reservando ao máximo minha gestação porque me sinto bem assim, não publico nas redes sociais e muito menos espalho, só as pessoas de casa que sabem e alguns amigos bem poucos. Não contei ao pai do bebê, ele não sabe. Não contei e no momento isso vai ficar como está, mais pra frente procuro a melhor forma para poder administrar essa situação.

Entrei em desespero. Pensei em realizar o aborto, era a minha saída. Eu não pensava de forma alguma ter essa criança, que hoje já tem nome, B. V. que representa muito a história dela e a minha evolução, o aprendizado  que hoje tenho. Deus permitiu em minha vida uma história que eu jamais pensaria nem no sono mais profundo. Foi quando tudo mudou. O amor sem dúvida transforma tudo!

Tenho 19 anos, venho de uma família extremamente conservadora e de um complexo em realizar ideias dos pais. Quando descobri a gestação, sai de casa dizendo que viria pra São Paulo para trabalhar e estudar, mas o motivo real da minha partida era por estar grávida, na época já de quase três meses, entrando pro 4° mês. Cheguei em SP me vi sozinha, desempregada e completamente destruída por dentro pela ligação que tinha com meus pais, e principalmente uma irmã caçula de 5 anos. O aborto me parecia a solução de tudo, não era uma escolha era a minha única opção.

Foi quando entrei em contato com a ONG, que até então não sabia que era ONG, pensei que era clínica ou algo assim. Uma pessoa, no domingo do dia 25 de maio, umas 16 horas da tarde, chamada Hilda, lá de Fortaleza-CE(extensão do Lar Preservação da Vida)  me ligou , e naquele dia eu estava no nível mais baixo que um ser humano poderia se encontrar. Deitada num quarto escuro e sem conseguir comer com uma perturbação absurda na mente, pensando todo tipo de coisa ruim que se pode imaginar. Naquela tarde essa senhora me deu uma saída , mas eu não tinha botado fé logo de início. Eu atendi e continuei a ligação por educação. Na mesma noite tive um sonho e quando acordei parecia ser outra pessoa, outra vida, eu aceitei e senti carinho por alguém que eu nem sei como é, mas que é minha, que faz parte do meu corpo. E de lá até aqui foi tudo um milagre muito grande e bonito.

Tinha 37 anos, quando recebi o acolhimento da Instituição. Sou formada em Técnico de Enfermagem e superior incompleto em  Enfermagem. Sou solteira, e essa é a minha primeira gravidez.

Contei sobre a gravidez primeiramente a um grande amigo, meu ex-namorado, mas não é o pai da criança. Depois a uma amiga e minha irmã.

Nunca tive o sonho de ser mãe, nunca havia preparado psicologicamente para isso. A primeira coisa que senti foi medo e negação, pois tinha tomado precauções como preservativo. Não estava usando nenhum outro método, pois devido a cirurgia bariátrica, que fiz em 2014, métodos hormonais via oral não surtem efeito. Devia há muito tempo estar tomando anticoncepcional por injeção, mas fui relevando... e por ter ficado 6 anos com este ex-namorado só usando preservativo, realmente confiava na eficácia do mesmo, pois seu uso já era um hábito incorporado na minha vida sexual. E assim continuou sendo após estar solteira. Por isso a primeira atitude foi buscar uma forma de abortar.

Depois de várias tentativas frustradas, tive contato da Instituição pela internet. O contato da Instituição foi determinante na minha decisão de parar de tentar. Tive compreensão, ninguém me julgou pelos meus atos. Fui apresentada ao lado positivo da maternidade, algo que para mim só tinha até então um significado negativo. Fui envolvida por uma atmosfera de muito amor. Contei a um amigo e uma amiga antes sobre as tentativas do aborto, ambos disseram que não iam me julgar, e que essa era uma escolha que cabia a mim, e que se eu precisasse de qualquer coisa, poderia contar com eles caso passasse mal. Tinha dois possíveis pais, mas não contei a eles.

Senti frustração por não ter conseguido abortar, mas também me perguntei: a que ponto o ser humano pode chegar, pois fiz tentativas realmente invasivas. Agora me sinto culpada e com muito medo de ter negligenciado a gestação, e isso resultar em um bebê com algum tipo de imperfeição ou problema de saúde, principalmente na sua parte neurológica. A Instituição ajudou a me sentir compreendida e nunca ter sido julgada. As palavras de apoio, a maneira amorosa com a qual fui acolhida até hoje me emocionam.

Desisti de continuar com as tentativas, pois minha gestação estava realmente se adiantando. Juntamente a esta situação, entrou o carinho e a atuação da Instituição, que me ajudaram a lidar com a negação e a insegurança. Depois que optei pela gestação e permitindo que meu bebê nascesse, foi um sentimento libertador, pois não ia mais agredir nem a mim e nem ao feto. Não ia mais me sentir um monstro por estar fazendo o que fazia. Comecei a amar este ser que está sendo gerado dentro de mim. Tive vontade em entregar em adoção logo que desisti com as tentativas de aborto, foi a primeira vontade que tive. Após o carinho e apoio da Instituição, surgiram os primeiros sentimentos de aceitação da gravidez e da criança.

Por isso, sou muito grata a Instituição que foi de uma importância da qual é difícil medir. Ela me ensinou a amar o meu filho. Me ensinou a lidar com meus medos e frustrações. Eu devo a vida do meu filho a esta Instituição.

Tenho 32 anos. Tenho curso superior completo. Agora estou casada e tenho um filho. Quando engravidei estava solteira, não queria que o pai soubesse e achava que minha família não iria aceitar. Eu me senti péssima, culpada, perdida sem saber o que fazer, parecia que meu mundo tinha acabado.

Não me sentia preparada para ser mãe e comecei a buscar o aborto. Tentei várias vezes com citotec e por último procurei clínicas. Encontrei a Instituição pela internet (amigos). Mais depois conforme o pessoal do Lar foi conversando comigo, eu fui vendo que não era o fim do mundo estar grávida.

O Lar me fez ver que eu não estava sozinha e que tinha uma vida dentro de mim. Deram-me apoio, conversaram com meus pais. Cedeu um lugar para eu ficar.

A Instituição me mostrou que eu era capaz de ter meu filho, amá-lo, e que eu conseguiria cuidar dele. Me senti mãe. Senti que eu era  forte  para passar por tudo aquilo. O Lar teve uma grande importância na minha vida. Foi maravilhoso. Lá eu me senti amparada e amada. Se não fosse por eles, talvez eu e meu filho não estivéssemos aqui.

Tenho 32 anos. Estou cursando ensino superior no curso de Enfermagem. Sou solteira, tenho dois filhos, porém já tive quatro gestações.

Tive contato com a Instituição pela internet na terceira gestação, quando enfrentei uma gravidez não planejada.  Passava por momentos difíceis, não era uma boa hora para ter um bebê. Achava que um bebê poderia atrapalhar ainda mais, a única opção que achava que tinha era o aborto. Fui á procura.

Contei para o pai do bebê, que só me instigou ainda mais a realizar o aborto. Porém, encontrei a Instituição que me deu todo apoio para que eu levasse a gravidez adiante. Desisti do aborto, mas já tinha agredido muito essa criança, tinha feito de tudo para abortar, com chás, citotec e uma sonda introduzida para perfurar o útero.

Aos sete meses eu o perdi. Ele nasceu morto, estava com o abdome aberto. Essa cena me chocou muito. Tentei suicídio, senti culpa, dor. Mas não só dor física, dor na alma. Essa dor não veio no dia que abortei, nem uma semana depois, ela veio meses depois. Senti-me “endurecida” ou em “dívida” com Deus. Senti-me uma assassina. Era como se minha alma estivesse manchada de sangue.

Esse sentimento ainda persiste, e ele nunca irá passar por completo, ele apenas ameniza com o passar do tempo. Tudo isso me proporcionou entender a vida e a concepção, e o propósito que Deus tem para cada um. Então deixei de ser indiferentes às pessoas, principalmente às grávidas que passam pela situação que eu passei e desejam fazer o que eu fiz, achando que é a última saída.

Hoje procuro transformar essa dor em trabalho em favor da vida, amando meus filhos conhecer a importância da vida e que terei outra oportunidade para reparar meu erro. Arrependo-me muito, pois já tinha feito outro aborto antes desse, e como achava que Deus não me aceitava mais, realizar outro aborto não seria problema para mim, assim eu pensava. Mas mesmo assim, sem saber, eu amava meus filhos e tirei a vida deles.

Engravidei novamente pela quarta vez. Novamente entrei em desespero, mas graças a Deus eu já conhecia a Instituição, sabia que poderia contar com ela, então não mais pensei em abortar. Fui acolhida na Instituição, me senti aliviada. Essas pessoas que me mostraram outro caminho me ofereceram a verdadeira ajuda.  Pude dar a oportunidade de meu filho nascer. O aborto não é uma saída e sim um poço de sentimentos de tristeza e culpa. Iria entregar em adoção, mas me apaixonei por ele na hora em que nasceu.

Mais do que ninguém sou grata a Instituição, e foi de suma importância, pois através do acolhimento aprendi a compreender a vida, a importância de cada ser humano e o amor ao próximo. Enxergo o mundo com outros olhos. O mundo tem outra cor, outro som. Além do mais, tenho oportunidade de me preparar para minha verdadeira missão.

Quando eu engravidei, eu estava ficando com uma pessoa que eu pensava ser gente boa, mais logo se revelou. Quando eu disse que estava grávida, me ignorou completamente dizendo que não queria mais falar comigo e que tinha nojo de mim. Eu fiquei arrasada, pois já tenho três filhos do meu casamento, pois fui casada por 10 anos com meu primeiro namorado.

Nos separamos por imaturidade das duas partes. Fiquei solteira por dois anos sem ficar com ninguém, foi quando conheci esse rapaz que me engravidou. Enfim, fiquei desesperada porque já criava três crianças sozinha, pois o pai deles é muito ausente. Ele nem liga pros filhos.

O meu primeiro pensamento no desespero foi abortar, mas não tinha coragem. Comecei a pesquisar na internet alguma coisa sobre clínicas de aborto, quando num belo dia a F. do Lar Preservação da Vida "Sim à Vida" entrou em contato comigo. Eu fiquei com medo, pois não sabia do que se tratava. A F. foi muito paciente comigo, me explicando que havia uma saída, que eu não optasse em abortar, que eu poderia ficar com o bebê ou entregar pra adoção se eu não pudesse ficar com a criança, que eles iriam me ajudar ficando ou não com o bebê.

Ela conversava comigo todos os dias me acalmando. Ela foi simplesmente um anjo na minha vida. Foi a melhor coisa ter conhecido. Ela pediu pra eu fazer os exames de pré-natal e fazer um acompanhamento pra segurança do bebê e eu segui a recomendação, mesmo estando dilacerada por dentro por estar passando por isso. Mas a F. sempre me acalmava, dizendo palavras de conforto. E assim foi por 9 meses. Eu consegui esconder de todos, da minha família, no trabalho.

Sou de São Paulo e o Lar fica no Paraná. Eu fui pra lá quando estava de 39 semanas pra ter meu filho com todos os custos pagos pelo Lar. Parecia que era mentira que existia um lugar tão abençoado. Deus estava cuidando de tudo o tempo todo. Fui com os meus filhos pro Lar com muito medo, pois só havia conversado com a F. por telefone. Tinha medo de tráfico de humanos. Mas graças a Deus era positivo. Tive meu filho e infelizmente tive que entregar pra adoção, pois não tenho mesmo condições de criar mais um filho. Peço a Deus que ele esteja sendo bem cuidado por uma família que sempre desejou ter um filho. É o que me conforta saber, que posso ter feito o Bem pra alguém.

Hoje luto pra me recuperar psicologicamente, pois está sendo muito difícil, ainda é muito recente, mas sei que tudo isso vai passar. Mas sei que, mesmo não ficando com meu filho, permitir que ele nascesse foi a melhor escolha.

Oro todos os dias por ele e que Deus possa me perdoar por essa atitude. Tem coisas que acontecem na vida da gente que só Deus pra nos consolar. Agradeço muito a F. e a Tia Helena por tudo que elas fizeram por mim. Que bom saber que ainda existe pessoas boas nesse mundo.

 

Envie-nos seu Depoimento

default image

Juliana 29 de outubro de 2017

"Vim aqui deixar meu depoimento e agradecer de coração essas pessoas maravilhosas ou melhor esses anjos, que apareceram na minha vida no momento que eu mais estava precisando de uma palavra amiga, de um conselho bom.
Eu não tenho como explicar o tamanho da gratidão que eu tenho pelas pessoas que me ajudaram do lar preservação da vida.
Deus enviou anjos para terra e eu tenho certeza que vocês fazem parte deles.
Eu não consigo imaginar a proporção da besteira que eu iria fazer se esses anjos não tivessem aparecido.
Hoje minha vida está resolvida, meu bebê veio ao mundo com muita saúde, estou de bem com meu pai e minha família, e quero muito poder ajudar meninas que tinham os mesmos pensamentos que eu, mostrar pra elas que Deus sabe mais que todos, que não existe problema sem solução e um bebezinho nunca vai ser problema e sim uma bênção.
Muito obrigada lar preservação da vida, que Deus abençoe todos vocês que esse trabalho lindo seja feito por muitos e muitos anos ainda, por que eu sei que não fui a primeira e nem serei a última que precisará de vocês! ❤"

Viviany Brito 12 de fevereiro de 2015

"Morei quase 1 ano no Lar. Foi minha casa, minha escola, e meu santuário. Minhas mães do coração, Fátima e Helena, me ensinaram a cuidar e amar o próximo e a dar sem querer nada em troca. Foi a melhor coisa que me aconteceu na vida. Serei eternamente grata. Fiz amizades e laços eternos!! Hoje estou longe, só me resta acostumar com a dor que a saudade me causa. E trago na acústica da minha alma o que aprendi principalmente o amor dado a mim e a meu filho. Saudades do LAR!"